quarta-feira, 16 de julho de 2008

A Casa dos Bicos e a Fundação José Saramago

Ao longo do tempo, a Casa dos Bicos foi lugar de encontro de saberes e de culturas. Desde o século XVI até hoje ali se conciliaram formas distintas de ver o mundo. Ali se sonhou, se planificou, se abriram portas ao entendimento, o melhor que temos os seres humanos.
A Fundação José Saramago, com a maior gratidão e o maior orgulho, fará tudo para manter o bom e o excelente que esse edifício guarda e propagá-lo até onde cheguem as suas possibilidades. E, se tal estiver ao nosso alcance, a Fundação José Saramago tentará acrescentar história à grande História da Casa dos Bicos com a sua actuação diária no campo da Cultura, do Pensamento, dos Direitos Humanos, do Meio Ambiente, de matérias não tangíveis, mas que nos fazem ser desta maneira e não de outra. Para isso nascemos.
A Fundação José Saramago, feliz por esta concessão da Câmara Municipal de Lisboa, agradece e expressa a sua disposição para ser útil a todos, tal como claramente se encontra expressado na Declaração Fundacional e nas normas estatutárias.

Fundação José Saramago

Última hora - Aprovada cedência da Casa dos Bicos para Fundação Saramago

A Câmara de Lisboa aprovou hoje em reunião do executivo municipal a cedência da Casa dos Bicos para a instalação da Fundação José Saramago, que acolherá a biblioteca do autor prémio Nobel da Literatura.
A cedência foi aprovada com os votos contra do movimento Lisboa com Carmona e do PSD e dos votos favoráveis do PS, Cidadãos por Lisboa, PCP e BE.
O protocolo entre a autarquia lisboeta e a fundação será assinado quinta-feira às 15:30, no salão nobre dos Paços do Concelho, com a presença de José Saramago.

Fonte: LUSA

segunda-feira, 14 de julho de 2008

A Maior Flor do Mundo pelos olhos das crianças

A Fundação José Saramago organizou no ano lectivo que agora terminou uma série de ateliers concebidos a partir do livro e do filme de animação A Maior Flor do Mundo. Como resultado desse projecto, alguns alunos desenharam a sua Maior Flor do Mundo. Aqui ficam alguns dos trabalhos realizados.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Jorge de Sena na Antena 1 e Antena 2

Aqui deixamos o trabalho sobre Jorge de Sena realizado pela RDP e transmitido na Antena 1 e Antena 2 no dia 10 de Julho de 2008.
Podem ouvir-se poemas de Jorge de Sena, ditos pelo próprio, e declarações de Jorge Fazenda Lourenço sobre a obra e sobre o homem.




Autoria: Paula Véran / RDP

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Hoje, dia 10 de Julho, no Teatro Nacional de São Carlos, 21.30 Horas

Programa:

- Leitura de poemas por Jorge Vaz de Carvalho
- Recital de piano por António Rosado
- Leitura de depoimento de Mécia de Sena
- Intervenções de Eduardo Lourenço, Vítor Aguiar e Silva,
Jorge Fazenda Lourenço, António Mega Ferreira e
José Saramago
- Encerrará a sessão o Ministro da Cultura,
José António Pinto Ribeiro

Entrada livre, condicionada pela lotação da sala

Organização: Fundação José Saramago,
com a colaboração do Ministério da Cultura
Apoio: Biblioteca Nacional de Portugal,
Teatro Nacional de São Carlos

O reencontro de José Saramago com Jorge de Sena 47 anos depois

Na sexta-feira passada, em sua casa, José Saramago relembrou os tempos em que conheceu e se correspondeu com Jorge de Sena e começou por dizer que "a vida é lixada!". Depois, arrependeu-se da palavra e achou que se deveria encontrar outra para definir a vida e, principalmente, a morte porque "não só nos empurra brutalmente para fora da vida, mas tem, muitíssimas vezes, outra consequência que é uma outra espécie de morte que se chama esquecimento".
É contra esta situação que a Fundação José Saramago realiza esta noite uma sessão/debate para tornar mais presente na cultura nacional a obra daquele escritor. Para Saramago, Jorge de Sena "não está esquecido. Continua a ter muitíssimos leitores e a atenção dos estudiosos - académicos ou não - na obra poética e de ficção e alguns na área do ensaio".
Sobre o relacionamento de ambos, após 1961, o escritor recorda-o assim: "Eu conheci o Sena, sem qualquer espécie de intimidade a não ser aquela que resultou de quando ele se foi embora de Portugal porque fazia traduções para a Editorial Estúdios Cor (onde José Saramago trabalhava)." Posteriormente, "ele veio a Lisboa uma vez ou duas, uma por ocasião de um congresso de escritores em que casualmente ficámos sentados um ao lado do outro e conversámos. Depois de 1974, os contactos romperam-se porque não publicámos nada mais dele", acrescenta.
Desses tempos, o escritor realça ainda "uma característica raríssima num grande tradutor, e eu não conheço outro caso, a de a cada tradução acrescentar um estudo sobre esse livro" e uma outra, a de ser "o tipo de pessoa que eu aprecio porque é frontal e expressivo".
Quanto ao evento de hoje à noite, Saramago não acredita que seja "uma espécie de passe de mágica que vá transformar essa situação (de alguma indiferença) numa completamente diferente, com Portugal inteiro correndo às livrarias à procura dos livros do Jorge de Sena - coisa que estaria muito bem se o fizesse -, mas não sejamos ingénuos".
Para Novembro, estão previstas novas conferências com o Nobel. Depois de Jorge Luis Borges, os próximos autores são José Rodrigues Miguéis, Raul Brandão - "um escritor muito melhor e maior do que aquilo que se convencionou" - e Almada Negreiros, "responsável pela segunda grande revolução estilística na nossa língua e literatura".

João Céu e Silva, in DN de 10.07.2008

terça-feira, 8 de julho de 2008

Blindness - Novos cartazes