Darwish contava 67 anos e fez da sua obra um testemunho das várias histórias da luta palestiniana. Temas como a expulsão, a perda da pátria, a ausência ou a determinação encontram-se gravados na sua obra poética, demonstrando que «a poesia não pode mudar o mundo, mas pode acender luzes na escuridão», como afirmou.
Forçado a viver no exílio entre 1971 e 1996, ano em que regressa à Palestina depois de anos vividos entre Moscovo, Paris e Beirute, Darwish foi também um membro activo no quadro político da Palestina, tendo pertencido à direcção da OLP e mantendo-se até à data da sua morte como militante do Partido Comunista Israelita. As suas palavras assumiram um carácter histórico quando em 1988 escreveu a declaração de independência da Palestina. Nos últimos anos, assumiu algumas divergências com a linha seguida pelos responsáveis do Hamas, criticando uma maior presença de acções violentas nas lutas lideradas por este movimento.
Em 2001 foi distinguido com o Prémio Lannan para a Liberdade Cultural, reconhecimento por um trabalho de coragem e de celebração dos Direitos Humanos e do direito à liberdade de pensar, de questionar e de se expressar.
Colaborou ao longo dos anos com diversos jornais e a sua obra poética encontra-se editada em quase 30 países. Em Portugal, os seus poemas podem ser lidos na antologia O Jardim Adormecido e Outros Poemas, ed. Campo das Letras.
Há oito anos atrás, quando Darwish viu a inclusão de poemas seus em livros escolares israelitas ser vetada por partidos da direita israelita, afirmou: «Tenho paciência e espero uma profunda revolução na consciência israelita.»
Morreu no sábado, 9 de Agosto, continuando a acreditar na paz entre Israel e a Palestina.
Forçado a viver no exílio entre 1971 e 1996, ano em que regressa à Palestina depois de anos vividos entre Moscovo, Paris e Beirute, Darwish foi também um membro activo no quadro político da Palestina, tendo pertencido à direcção da OLP e mantendo-se até à data da sua morte como militante do Partido Comunista Israelita. As suas palavras assumiram um carácter histórico quando em 1988 escreveu a declaração de independência da Palestina. Nos últimos anos, assumiu algumas divergências com a linha seguida pelos responsáveis do Hamas, criticando uma maior presença de acções violentas nas lutas lideradas por este movimento.
Em 2001 foi distinguido com o Prémio Lannan para a Liberdade Cultural, reconhecimento por um trabalho de coragem e de celebração dos Direitos Humanos e do direito à liberdade de pensar, de questionar e de se expressar.
Colaborou ao longo dos anos com diversos jornais e a sua obra poética encontra-se editada em quase 30 países. Em Portugal, os seus poemas podem ser lidos na antologia O Jardim Adormecido e Outros Poemas, ed. Campo das Letras.
Há oito anos atrás, quando Darwish viu a inclusão de poemas seus em livros escolares israelitas ser vetada por partidos da direita israelita, afirmou: «Tenho paciência e espero uma profunda revolução na consciência israelita.»
Morreu no sábado, 9 de Agosto, continuando a acreditar na paz entre Israel e a Palestina.